quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A pior noticía chegou as 9:30 da manhã em um dia de sábado.


O telefone toca e a noticia que chega é:
“Nê a vó morreu”.
Desligo o telefone e entro em desespero sozinha em casa.
Minha mãe chega do hospital e me encontra deitada no chão chorando como uma criança.
Ela começa a ligar para os familiares que eu não consegui ligar.
O velório vai começar as 18:30hr ao chegar no local olhei pra minha mãe e disse:
Não quero vê-la agora.
Minha mãe entrou, e eu fiquei ali do lado de fora sentada em um cantinho querendo ser invisível.
As pessoas começaram a chegar e eu que não queria ser notada parecia o destaque de uma escola de samba.
Fiquei ali naquele canto por um tempo razoável conversei com algumas pessoas que me distraíram por um bom tempo, mas a situação e a tristeza apareciam em algum momento.
Estava cansada de:
Abraço, choro, meus sentimentos.
Abraço, choro, meus pêsames.
Abraço, choro, fique bem.
Abraço, choro, pode contar comigo.
Abraço, choro, você fez a sua parte.
Abraço, choro, seja forte.
Abraço, choro e uma repetição infinita de palavras que não confortavam nem um pouco.
Fui tentar dormir no carro, mas a imagem dela vinha em minha cabeça em todo o momento.
Tive um sonho terrível, acordei decidida a vê-la.
Chamei minha mãe pra ir junto.
Parei umas duas vezes no meio do caminho.
Cheguei na porta da sala onde estava o caixão e não consegui olha por mais de 2 segundos, desabei.
Queria sair correndo, mas não dava.
Olhar de perto não foi possível.
Essa foi à única vez que eu fui ate a tão temida salinha.
Na hora do enterro fiquei a metros de distância me sentindo de novo o destaque de escola de samba.
Não via a hora de chega em casa pra me sentir eu novamente, mas não foi bem assim.
Ao entrar em casa a saudade dela já me evadiu.
Afinal ela era a primeira pessoa com quem eu falava ao entrar em casa e minha primeira atitude foi fechar a porta do quarto dela que é ao lado do meu.
Não to acreditando muito ainda, eu sinto como se ela estivesse na casa de uma tia minha e que daqui um mês ela vai esta de volta feliz e presente como sempre.
E com isso minha vida vai voltar ao eixo.
Vou ter os meus horários de obrigações com ela.
Vou ter pra quem fazer almoço e jantar.
Vou ter com quem me preocupar.
Vou acordar 8 horas da manhã com alguém em chamando da porta do banheiro pedindo um apoio pra chegar ao quarto.
Vou ter com quem conversar sobre novelas.
E a quem pedir dicas de culinária ou ajuda na hora de fazer um bolo.
Vai ter alguém pra jogar baralho comigo de madrugada.
E me pergunta toda vez que eu toma banho a noite se eu vou sair.
“Quando ela voltar” minha vida vai voltar a ser agitada...
E se ela não voltar ainda não sei o que eu vou fazer.




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

?

Tem uma barata no canto da minha parede. Ela está olhando para mim e eu estou olhando para ela.
Eu penso em como ela pode fica tanto tempo parada em um cantinho onde tudo é igual e onde com certeza não haverá mudanças.
E ela me olha e pensa se fosse há um tempo atrás eu com certeza não estaria aqui, pelo simples fato de que essa menina que lá de baixo me olha com cara de ponto de interrogação, tinha pavor de baratas...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O pior de tudo é saber que quando o seu celular der alerta de mensagem, você não visualizará uma mensagem carinhosa ou bem humurada.
Visualizará uma mensagem de sua operadora telefônica informando que você precisa realizar uma recarga.